Arlon de Serra Grande

Language student, portuguese teacher and amateur writer from Brazil.

Posts mostly in pt 🇧🇷.

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  • @Ze_Andarilho

    o rhythmbox é nativo do gnome

    Puxa! É que achei ele tão seco e bem adaptado ao meu Xubuntu que imaginei que fosse do mesmo ambiente, mas enfim…

    eu uso outros players tipo o strawberry que tem muitas funções também e é um fork do clementine, e o musicpod, que não é baseado em nada e tem funções ótimas pra ouvir podcast e radio.

    Ah, pois é! Mas gostei muito da ideia de matar dois coelhos de uma tacada só nessas duas áreas ― podcast e rádio em linha. Quanto à escuta de música, sigo gostando de utilizar o Parole, que é muito melhor para formar playlists, inclusive, um recurso que o Rhythmbox parece focar bastante.

    ACHO que o strawberry tem as funções de importar feed que você quer

    Vou buscar por esse aqui. Quanto ao

    “podcasts”

    é o que eu utilizo mesmo. Não gosto dele, porque tem uma interface simplificada demais. É praticamente minimalista. E ele parece ser mais do Gnome do que o Rhythmbox inclusive. Seus botões são diferentes dos do meu sistema.






  • @dsilverz @noticias

    Quando você falou das suas experiências com comunicação, imaginei que fosse bem mais velho. Só um ano mais novo que eu e nem tentei aquilo tudo. Muito bom.

    Eu acho que parte desse problema que você descreveu com a Gen Al está em uma palavra que urge estar mais na boca dos professores: letramento digital. Ou seja, como usar a droga da internet.

    A gente ainda não sabe como usar bem um telefone celular. Não tem como esperar que uma criança pegue um aparelho dessa potência e não vá para uma plataforma de entretenimento ver brainrot italiano. É muito sedutor.

    Antigamente eu raciocinava esse problema de vício midiático nos termos de meio frio e meio quente, que vem da teoria das mídias do McLuhan, que é uma teoria de perspectiva estrutural e determinista sobre a tecnologia ("Se alguém tem contato com veículo de comunicação X, o resultado é Y). Para o McLuhan, alguns veículos são mais “viciantes” ou hipnotizantes do que outros porque requerem mais participação ou engajamento do que outros.

    A descrição que esse autor faz dos efeitos da televisão dos anos 60 é idêntica àquela que se faz do telefone inteligente dos anos 2020. Hipnose, baixa capacidade de atenção, “ressaca midiática”, necessidade de “detox” de mídia etc. Idêntico.

    Mas hoje vejo que o problema é não só estrutural, da forma dos meios, mas também pragmático, de uso dos meios. Com “uso” quero dizer fornecimento de materiais. Imagine que a Meta em vez de trabalhar com tecnologia, trabalhasse com culinária.

    Digamos que ela venda somente cachorro quente. E as pessoas compram o cachorro quente, não porque adoram, mas porque é a única coisa que se vende barato e que é prático de comer. Que as crianças morrem aos 12 anos de infarto, não interessa, “there is no alternative”.

    Da mesma forma, acho que as pessoas seguem vendo vídeo curto porque é o que há. O algoritmo de curadoria de conteúdo é onipresente e só fornece isso. É uma leitura, mas sei que é insuficiente.


  • @obbeel @dsilverz @batepapo.

    É difícil, porque o inglês, ainda mais por ser expansivo, está sempre no estado da arte da linguagem e com uma cultura muito complexa. Mas nada substitui a diversidade cultural do Brasil, mesmo que não seja valorizada

    Acho, acho, que toda língua é em maior ou menor grau expansiva, mas a gente percebe mais a “expansividade” do inglês porque, primeiro, todos estão de olho nessa língua, e, segundo, o inglês tem uma veia muito metalinguística.

    Há memes em inglês que são pura metalinguagem. Isso é raro em português, esse humor metalinguístico. Eu vejo isso mais nas ruas e na canção, não na internet. A expansividade lusófona é sutil e poderosa. Ainda quero ver o língua portuguesa transformar-se em linguagem.


  • @Auster @batepapo

    Daí uma coisa que eu sugeriria é “viver a língua”, isso é, mergulhar na língua de forma à parte instintiva do cérebro não conseguir achar rota de fuga.

    Ah, mas então… Eu meio que já vivo imerso no inglês. Eu gostaria inclusive de ter contato com materiais de outras línguas. Talvez o que falte é isso mesmo que você me sugeriu de forçar a mente a “pescar” o significado ou mesmo ignorar o vocábulo para ver depois. É o que eu faço às vezes em português.

    A minha questão mesmo é: por que me sinto mal de ignorar uma palavra incógnita em inglês, mas não me sinto em português?



  • @dsilverz

    acaba sendo como tentar construir um foguete para exploração espacial enquanto dentro da cabine de um Boeing que está caindo em direção à boca de um vulcão em erupção

    Baita imagem.

    O bom do rádio-amadorismo (e rádiocomunicação em geral) é que está meio que alheio ao “fenômeno” da constante degradação que a Internet vem sofrendo.

    Me fala mais disso? Como posso ter acesso ao rádio-amadorismo, preciso de equipamento especial? E por que acha que o rádio não está sofrendo merdificação?

    a tendência é que as frequências e dispositivos de rádio se tornem cada vez mais restritas às corporações com a anuência dos governos

    Tenho essa impressão mesmo. O “cardápio” radiofônico é cada vez menor. Estações de notícias aqui em Fortaleza não passam de quatro, todos ligados mais ou menos às gigantes da comunicação.

    transceptor feito de com peça de ferro-velho, plugado a uma velha antena parabólica cheia de tétano que era de um antigo combo da Sky, apontada pra um dos abandonados FLTSATCOM da marinha estadunidense na órbita geoestacionária

    Não entendi metade das palavras deste parágrafo. Ainda tenho muito o que aprender…

    o último bastião da comunicação totalmente humana

    E por que isso? E o acontece com o livro, a música, o cinema?












  • @dsilverz

    Já vaguei por inúmeros cantos dessa Internet

    Baita “currículo”, o teu! Também já pensei em entrar pro #Gemini, mas por não ter tantos brasileiros, não me senti incentivado. Adoro rádio também, mas não sei se eu seria um distribuidor de rádio-amadorismo.

    Talvez costumasse sê-lo na época do Orkut, onde a internet era meu único espaço de alguma socialização

    I know that feel, bro. Também tinha essa relação com as redes sociais. Mas não me refulgiava no #Orkut, mas sim no #Tumblr e no Twitter.

    Mas, como tudo nessa existência cósmica, essa Internet morreu

    E como você interpreta o Fediverso em relação a essa internet morta e a esta internet natimorta (comercial)?

    Obrigado pela bela resposta!


  • Já vaguei por inúmeros cantos dessa Internet

    Baita “currículo”, o teu! Também já pensei em entrar pro #Gemini, mas por não ter tantos brasileiros, não me senti incentivado. Adoro rádio também, mas não sei se eu seria um distribuidor de rádio-amadorismo.

    Talvez costumasse sê-lo na época do Orkut, onde a internet era meu único espaço de alguma socialização

    I know that feel, bro. Também tinha essa relação com as redes sociais. Mas não me refulgiava no #Orkut, mas sim no #Tumblr e no Twitter.

    Mas, como tudo nessa existência cósmica, essa Internet morreu

    E como você interpreta o Fediverso em relação a essa internet morta e a esta internet natimorta (comercial)?

    Obrigado pela bela resposta!



  • @Auster

    Desculpa também a parede de texto. Sou meio tagarela. 😬

    Eu me mudei para o Friendica porque eu literalmente queria escrever mais e ler mais no Fediverso 😂

    Lemmy acho muito inchado e não tem função de bloquear domínios, PieFed acho a UI muito pouco responsiva, Mastodon acho muito lento, e Misskey de UI é uma zona.

    Chegou a experimentar o Akkoma? Ele também é um bom misto de macroblogue + microblogue. Só que não é tão voltado à discussão, porque não contextualiza respostas como é no Lemmy e no Friendica.

    E uma coisa que faço já que uso bastante aqui e o Mastodon é seguir minha conta do Mastodon, e a do Mastodon seguir essa, que daí a chance de algo antes não federado passar a ser é maior, o que ajuda quando eu for procurar depois.

    Então você literalmente se segue e depois vai seguindo perfil a perfil? Meu Deus. Já até cogitei em fazer isso, mas haja trabalho . . .

    Pelo que estou vendo e do pouco que lembro, o Friendica parece o Facebook lá por 2018

    Exatamente, mais um espaço de discussão e socialização. Passo a maior parte do tempo escrevendo e lendo, acabo até esquecendo que tem uma TL. Quando sobra um tempinho é que vou dar um passeio pelos “círculos”.