Retardando propositalmente a vida
Ultimamente, não sei se em razão do recesso, tenho sentido o tempo passar diferente. Não sei por que o dizem, mas a vida não passa assim rápido na vida adulta. Em alguns momentos, paro e olho para o relógio e ainda é manhã, quando pensava que já seria tarde. Por sorte, não me sinto aborrecido com isso, e até fico feliz!
Quais as suas estratégias para “retardar” o tempo, ao menos psicologicamente?
As minhas:
- fazer atividades offline, como ler, escrever (sobretudo em máquina de escrever) e ligar para as pessoas;
- meditar;
- estar com quem gosto;
- perceber como a luz cai sobre os objetos;
- manusear papéis guardados, escritos meus ou de amigos.
Algumas dessas atividades não são assim cronófagas, mas ainda assim parece que passei horas com elas.


Isso me lembra da história do aluno que disse pro professor que se tivesse apenas mais 1 hora de vida, iria querer passar essa hora na aula dele. O professor se inchou todo, cheio de orgulho e perguntou o que fazia com que ele desejasse passar a última hora na aula dele. O aluno respondeu: “porque essa hora iria durar uma eternidade”
@nossaquesapao Tenho pensado ultimamente a respeito da diferença entre paz e tédio.
Lembro de um meme que dizia
Na maior parte do tempo estamos buscando nos ocupar com alguma coisa ― isso quando não somos tragados pela ocupação.
Acho que parte da possibilidade de retardar o tempo está, sim, em curtir o tédio ― como é o caso do aluninho da sua anedota; mas a maior parte, creio eu, esteja em aprender a buscar e cultivar a paz e a tranquilidade.
Ultimamente eu tenho dado algum valor a essas palavras que parecem tão banais, seja por conta da repetição no senso comum, seja por conta da publicidade. Mas penso que a paz, quando identificada e aproveitada, pode mudar totalmente a abordagem que alguém toma da vida.