Estou considerando pegar um celular novo, mas prefiro vanilla e com root, e vi menção de que o sistema do Fairphone é pelo menos vanilla.

Mas pesquisando nos locais habituais, Amazon BR, Kabum, Mercado Livre, não achei ninguém vendendo o dito cujo.

Inclusive uma loja deu como único resultado um celular Samsung quando procurei, sendo que Samsung geralmente é a catalizadora de eu ir atrás de celulares como produto, e não como serviço.

Daí a minha primeira pergunta, tem alguma loja brasileira que venda o Fairphone? Também entendo que via de regra sai mais caro, mas acho mais garantido do que importar.

E no outro ponto, gosto de ter acesso administrador/root aos meus sistemas, seja para modificar algum programa, salvar algum arquivo, ou meter algum sistema aleatório para ver como se comporta.

Daí a minha segunda dúvida, Fairphone é decente para questões de desbloquear e para uso de desbloqueio?

Ou tem alguma questão negativa? Tipo:

  • Aquele celular que dobra a tela da Samsung desativar a câmera quando desbloqueia o bootloader
  • Celulares da Xiaomi você ter que dar o seu número para o Bill Gates e para uma empresa com chance de ter relação com o governo chinês
  • Motorola você ter que dar uma informação que sabe-se lá o que diz de você para a empresa enquanto torce para ainda darem suporte ao seu telefone
  • Limitações com sistemas Android/Linux da comunidade?

Obrigado desde já!

  • Dæmon S.@friendica.world
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    6 hours ago

    @Auster !tecnologia

    Sou @dsilverz e estou comentando por um perfil alternativo (Friendica) porque sua instância (brainbin) está retornando um erro na hora de eu puxar pelo Sharkey. Não sei nem se essa resposta vai entrar como resposta porque faz mó tempo que não uso o Friendica.

    Com relação ao fio e à pergunta: eu tava querendo algo similar, antes da Lei 15.211. Pra mim, aparelhos como o Librem da Purism, para quem usa Linux no dia-a-dia, é perfeito: se no Android eu já sou acostumado a usar Termux e até programar e compilar programas em C++, um smartphone Linux seria uma plataforma para extrair ainda mais funcionalidades do aparelho.

    Existem, porém, dois problemas com esses aparelhos.

    Primeiro, preço: cotado em dólar ou euro, pra nós que cotamos em reais, o que acaba talvez inviabilizando o custo-benefício, a considerar que um dispositivo móvel tem uma vida útil de poucos anos e pouca margem de upgrade, em comparação, por exemplo, a um computador desktop ou um laptop, que pode durar décadas e permite upgrades. Com essa crise global dos chips provocada pelas empresas de IA e que aumentou o preço de tudo que envolve memória RAM (incluindo smartphones), a tendência é que acabe saindo ainda mais caro pra gente aqui no Brasil.

    Há também o problema “burocracia”: é bem improvável que esses aparelhos tenham uma homologação da ANATEL, e se não me falha memória (me corrijam se eu estiver errado), só CNPJ de importadoras podem solicitar homologação de modelos, e essa solicitação tem um custo, e esse custo monta-se sobre o custo de adquirir o aparelho em si, e do frete, e das tarifas de importação, e etc. Isso se a homologação for aprovada, porque a ANATEL pode muito bem indeferir e o aparelho acabaria não sendo permitido operar no Brasil.

    Daí o pessoal fala de instalar custom ROM em aparelhos. Isso, também, abarca vários dilemas.

    Primeiro deles são os shenanigans referentes a desbloqueio de bootloader. Motorola, por exemplo, exige que a pessoa usuária solicite permissão (como se o celular não fosse dela comprado com o dinheiro dela) para desbloquear o bootloader e há um chá de cadeira de uma semana. Samsung tem literalmente um fusível na CPU que queima no momento que o bootloader é desbloqueado (“Ah, mas isso só desativa o Samsung Knox para Sua Segurança™”, os fanboys da Samsung alegam). Realme, que se não me engano era referência para smartphones customizados, passou a queimar fusível também.

    Então há também o fator “internet banking” e “Gov.br”. O último, inclusive, se recusa a abrir até mesmo com um simples “Modo desenvolvedor” ativo. Esses apps dificilmente rodam (se rodam) em um sistema operacional “não sancionado” pelas corporações e governos; obviamente, justificam, é Para Sua Segurança™! Exigem Play Integrity, Google Play Services (microG nem sempre funciona para contornar isso), além de telemetria, permissões invasivas (“Ativar proteção de chamadas, sim ou agora não?”, escanear dispositivos próximos, permitir acesso à fotos na galeria potencialmente íntimas, permitir acesso à câmera pra reconhecimento facial que nem sempre funciona, etc).

    Dado que muitas vezes usamos um smartphone porque somos obrigados por regras sociais absurdas (alguns exemplos: a empresa onde a pessoa trabalha exige conta em um banco específico, que por sua vez exige um token que por sua vez exige o app, que por sua vez exige o Android ou iOS; ter um carro e/ou CNH exige o app Carteira Digital de Trânsito que exige Android ou iOS; assinar carteira de trabalho exige o app Carteira de Trabalho Digital que por sua vez exige Android ou iOS; determinadas coisas de atendimento médico exigem o cartão SUS que por sua vez exige o app MeuSUS que por sua vez exige o Gov.br que por sua vez exige o Android ou iOS), já que, não fosse isso, um computador daria totalmente conta do recado (afinal, como fazíamos coisas digitalmente entre meados dos anos 90 e 2005, quando do lançamento do primeiro “smartphone”?), acabamos soterrados pela exigência social de usar um “smartphone socialmente sancionado”, ou enfrentamos ostracismo social e desemprego.

    Com essa nova lei (que é uma fotocópia de lei estadunidense, como muita coisa que o Brasil copia dos EUA) que explicitamente requer todos os sistemas operacionais (incluindo Linux e até mesmo sistemas operacionais nichados como illumos ou sistemas operacionais embarcados RTOSes) validar idade da pessoa usuária “vedada a autodeclaração” (portanto, Brasília implicitamente está exigindo absurdos como reconhecimento facial via CLI de um container no Docker ou upload de foto de CPF por RS232 na instalação de um RTOS; algumas distros Linux já estão debatendo sobre como implementar um mecanismo de age bracket), a tendência é que até mesmo os sistemas mais abertos possíveis (tipo um GNU Hurd) vão se fechar ou se tornar crimes. E isso afeta GrapheneOS, /e/OS, LibremOS, OpenHarmony (Huawei), entre outros.

    • Auster@thebrainbin.orgOP
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      6 hours ago

      Chegou! =D

      Vamos por partes que é bastante coisa. 😬

      Sobre o erro ao tentar responder, vou comentar em seguida num grupo local. Alguma mensagem de erro ou similar que possa ser útil?

      Sobre os preços, na linha de como respondi em outro fio, para o desespero da minha conta bancária, consigo me ver tendo um desfalque assim para ter um produto, e não eu ser um.

      E a crise dos chips, a enxurrada de notícias na mesma linha e começando quase ao mesmo tempo me faz ponderar, será que não é uma desculpa, um bode espiatório, para transicionar para o valor real das coisas de um mundo inflacionado por décadas? Mas talvez seja uma tangente grande demais pro tópico. "<.<

      Sobre a Anatel, havia esquecido, mas deveras tem esse problema. Até me pergunto se Anatel tem utilidade mesmo, mas outra tangente. Mas no tópico, mais um motivo para buscar lojas brasileras então, para haver um maior grau de garantia/confiabilidade. Até não havia mencionado na publicação, mas estou aberto para alternativas também, só que como a cena do Android é confusa e não sei de ninguém que explique do básico, acabo me perdendo em pontos específicos.

      E na questão dos “shenanigans”, até a intenção maior seria pegar um celular que já venha com o bootloader acessível, que além da questão de ter um produto ao invés de ser um, também serviria para incentivar as empresas que produzem o que alinha com as minhas visões.

      E na questão específica dos que requerem validação, infelizmente já passo por isso. Exceto um, todos os serviços de banco que uso, além do Mercado Livre, tenho que continuar usando num celular velho. E serviços do governo, maioria nem testei no meu principal, que é vanilão mesmo. Mas com o tanto de dados que pedem que não consigo ver outra utilidade se não para monitorar o usuário, prefiro deixar no celular velho já que também não segura muita bateria.

      E dos demais programas que poderiam requerer validação, ou baixo pelo Aurora Store e torço para não precisar realmente, ou busco alternativas FOSS ou oficialmente DRM-free, mesmo que nesse segundo caso sejam de código fechado e/ou pagas.

      A situação descrita nesses dois parágrafos acima permite que geralmente eu não sinta falta de nada.

      E sobre a lei, não vi ela ainda, mas dependendo de como for, me pergunto se no Brasil tem o conceito de lei impossível, além de crime impossível. Por exemplo, se eu tiver comigo uma mídia de instalação original do Windows Vista e o governo descobrir, vão mandar agentes da PF com armamentos de guerra recolher a “mídia proibida”? E como funcionaria com licenças que permitem modificação do código, em especial as anteriores à lei? Além disso, como seria controlado isso, o governo sequer tem estrutura e verba para tanto? Tem horas que propostas são tão mal feitas que me pergunto se não é intencional. Mas indiferente do potencial mérito, se há lei ruim tramitando ou sendo aprovada, o povo há de expor elas e pressionar contra.

      E pra concluir porque eu gosto de finalizar as ideias que começo, sei bem que é uma corrida ladeira acima, mas melhor tarde do que muito mais tarde, como diria um cara que acompanho de outro campo. Então onde posso, tento melhorar as coisas.

      • Dæmon S.@friendica.world
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        3 hours ago

        @Auster @dsilverz !tecnologia

        Longa resposta adiante, eu escrevo demais hah.

        Sobre o erro […] Alguma mensagem de erro ou similar que possa ser útil?

        O contrário também ocorre: quando acesso sua instância e tento ver meu perfil do Calckey, dá erro 500 aí no Brain Bin. Já meu perfil do Friendica aparece normalmente quando visualizado daí. Recebi notificação ali no Calckey do outro fio que você postou, vou dar uma olhada e tentar mandar o print lá também.

        será que não é uma desculpa, um bode espiatório, para transicionar para o valor real das coisas de um mundo inflacionado por décadas?

        Em partes, sim, tens razão, notícias viram “profecias auto-realizáveis” no sentido que interferem diretamente no tal do “Mercado”. Qualquer notícia avassaladora pode ser um pump and dump em ação.

        Mas, ao mesmo tempo, está de fato ocorrendo uma situação que, mesmo se não fosse noticiada, ainda afetaria o mundo diante da nossa dependência da tecnologia moderna. Porque quando empresas com capital de investimento vão e compram um determinado tipo de produto a rodo, em quantidades astronômicas e maiores do que a produção global conseguiria repor, isso vai impactar o mercado desse produto, e os mercados dependentes desse mercado, em um efeito dominó.

        mais um motivo para buscar lojas brasileras então, para haver um maior grau de garantia/confiabilidade

        Por um lado sim. E o bom é que vai já estar cotado em reais, daí não tem incerteza de flutuação de câmbio, spread ou de IOF, pois já estará tudo embutido no preço final. E a garantia: dependendo da loja, tem possibilidade de garantia estendida, daí muitos problemas poderão contar com uma assistência técnica que, em situação de importação direta da gringa, non ecziste.

        Mas daí achar algo que não seja Android ou iOS… Até tem algumas alternativas no varejo brasileiro, como o KaiOS (eu mesmo tenho, na gaveta, um Multilaser Zapp II), mas coisas mais próximas de um “smartphone”, estrito senso, como o HarmonyOS (Huawei), não se encontra no varejo nacional (engraçado que tem Huawei aqui no Brasil no ramo das telecoms e equipamentos de rede, mas nunca vi smartphone Huawei por aqui).

        a cena do Android é confusa e não sei de ninguém que explique do básico

        A questão das alternativas ao Android é, basicamente, o seguinte.

        GrapheneOS e similares são derivações do código “aberto” (até à página dois) do Android (“AOSP”), então elas dependem daquilo que a Google fornece (mais ou menos como PCs, independente da marca, sempre usam Intel ou AMD, dependendo portanto dessas duas empresas pra existir).

        Com Google burocratizando o “sideloading” (instalar apps fora da “oficial” Play Store) através da nova exigência onde devs precisam requi$itar (não é de graça) uma “certificação” mediante documentos de identidade (que provavelmente vai acabar excluindo, por exemplo, devs russos ou cubanos, dada a lei estadunidense na qual empresas dos EUA não podem fazer negócios com países sob sanção econômica; também devs LGBTQIA+, com todo essa perseguição preconceituosa que está acontecendo nos EUA com relação ao marcador de gênero trans e não-binárie, cujos documentos oficiais seriam considerados “inválidos” por uma alegada “divergência de informações”) para distribuir apps mesmo em forma de APK ou em lojas alternativas (como F-Droid), juntamente com notória redução de frequência de disponibilização de código-fonte à comunidade open-source, além de terem parado de fornecer código-fonte referente ao firmware do Google Pixel (onde GrapheneOS é geralmente instalado), tudo isso torna a tarefa do GrapheneOS e afins, de manter uma ROM Android alternativa, quase que sísifiana.

        Com isso, o futuro das ROMs baseadas em Android é, pelo menos ao meu ver, preocupante, daí o clamor por ROMs baseadas em Linux, onde Google supostamente não teria o mesmo controle. Mas então os governos vieram ao socorro das grandes corporações, e agora tem essa coisa de verificação de idade até ao nivel de kernel sob a desculpa esfarrapada de “proteger as crianças” e, enfim… O cenário da tecnologia como um todo é bem desanimador e, considerando como a vida em sociedade está diretamente dependente da tecnologia, a existência mundana como um todo está desanimadora.

        até a intenção maior seria pegar um celular que já venha com o bootloader acessível

        Não só acessível, mas que seja desbloqueável sem pegadinhas como fusíveis programados pra queimar no ato do desbloqueio. Lembro de ter visto (mas não consegui achar aqui pra linkar) uma lista de marcas classificadas por “quão amigáveis são com relação a customização de ROM” e a lista de marcas totalmente amigáveis nesse sentido era pequeníssima. Se eu achar essa lista aqui, te envio.

        governo descobrir, vão mandar agentes da PF com armamentos de guerra recolher a “mídia proibida”?

        De fato, não faço ideia de como vai funcionar a aplicação dessa lei (vão exigir uma espécie de CNH pra operar computadores? Precedente meio que já tem: radioamadorismo exige COER pra ter um QRO pra operar transceptor e fazer QSOs), mas a forma como as coisas são tão interdependentes, a ponto de vivermos enroscadxs nessa teia de aranha do conformismo social (vide “O empurrão”, de Derren Brown), pode-se esperar de tudo, inclusive nada.

        Por exemplo: talvez ANATEL despacharia ordem pra provedora interromper conectividade de internet (já aconteceu, de certa forma, nas caça-às-bruxas contra top-boxes e IPTV), uma vez que computadores precisa de alguma conectividade pra minimamente funcionar (instalar pacotes, por exemplo, principalmente em distro Linux), que por sua vez precisa de uma provedora de internet, que por sua vez obedece à ANATEL, que por sua vez obedece a qualquer decisão legal (mesmo que a lei seja tecnicamente surreal, como querer criminalizar e punir a força gravitacional pelas mortes por quedas).

        Ou, então, mais simples ainda: apps e softwares do dia-a-dia não funcionariam em sistemas “desatualizados” (como, por exemplo, não tem navegador recente que funcione hoje no Windows Vista, e muito site vai exibir “atualize seu navegador pra continuar”), compelindo a pessoa a usar algo atualizado, que vai estar adequada às novas exigências, sobretudo pela forma como como isso não é algo somente do Brasil (Califórnia nos EUA, por exemplo, onde muita empresa e org de tecnologia está instalada). Para reforçar que isso aconteça, bastaria uma nova CVE gravíssima e urgentíssima, descoberta como que “do nada”, seguida de uma pressão de empresas e governos para que todos os sistemas sejam atualizados, seguida de defasagem de todo e qualquer sistema anterior à atualização. Rinse and repeat.

        o povo há de expor elas e pressionar contra.

        Infelizmente a maioria nem tá sabendo o que está acontecendo. Eu mesmo, que tenho uma sede insaciável por informação e conhecimento, só fiquei sabendo da nova Lei esses dias atrás, primeiro pelo Nostr e depois aqui no Fediverso. Não vi notícia disso, por exemplo, no G1, considerável o maior portal de notícias aqui do Brasil. A maioria das pessoas estão constantemente drenadas por uma máquina que inviabiliza a busca pela informação descompromissada e, mais ainda, a reação social à essa informação. Duvido que haverá alguma pressão: é mais fácil e menos incômodo às pessoas se adaptarem ao conformismo e ficar mostrando rosto e CPF até pra somar 2+2 numa calculadora. É a lei do menor esforço…

        • Auster@thebrainbin.orgOP
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          1 hour ago

          eu escrevo demais hah

          Somos dois. 🙃

          Mas acho que agora tem menos o que responder. Menos para responder, mas mais o que responder. 🫠

          Mas daí achar algo que não seja Android ou iOS

          Que eu saiba, existem apenas 3 opções de sistemas móveis hoje em dia, IOS, Android, e que é feito para rodar em aparelhos que rodam Android, Linux Phone. Daí dentro do Android e Linux Phone podem haver variações, como AOSP, ArrowOS e Graphene no grupo de sistemas Android, e Ubuntu Touch e postmarketOS no grupo de sistemas Linux Phone.

          Inclusive pequena tangente, mas sei lá se “Linux Phone” é o nome da família de sistemas, só que como geralmente vejo sendo usado de forma análoga, uso como tal.

          engraçado que tem Huawei aqui no Brasil no ramo das telecoms e equipamentos de rede, mas nunca vi smartphone Huawei por aqui

          Já vi mas faz alguns anos. Mas não tinha alguma coisa sobre a empresa estar sancionada? Lembro vagamente de ter lido a respeito.

          A questão das alternativas ao Android é, basicamente, o seguinte.

          A ideia geral eu entendo. Me referia às especificidades, como no exemplo da publicação de abertura, se o Fairphone tem alguma peculiaridade negativa como a concorrência grande.

          O cenário da tecnologia como um todo é bem desanimador

          Mas vale sempre ressaltar que, para qualquer coisa, ao desistir, a derrota é garantida, enquanto que enquanto não desistir, ainda há chance.

          Não só acessível, mas que seja desbloqueável sem pegadinhas como fusíveis programados pra queimar no ato do desbloqueio.

          Acessível = desbloqueável sem pegadinhas

          Se alguma palavra não faz sentido imediato pra mim, ou se não lembro da palavra sinônima à ideia que quero falar, busco na mente a que mais faça sentido. Peculiaridades minhas. "<.<

          Se eu achar essa lista aqui, te envio.

          Agora que mencionou, lembro vagamente de ter passado por ela. Vou tentar também.

          radioamadorismo exige COER pra ter um QRO pra operar transceptor e fazer QSOs

          Até, tendência da sociedade parece ser de desburocratizar, então mais ainda acho relevante avisar o povo dos riscos que se avizinham.

          apps e softwares do dia-a-dia não funcionariam em sistemas “desatualizados”

          Discord não permite mais ligações no meu navegador, Waterfox, alegando estar desatualizado, sendo que ele costuma estar bem próximo das funcionalidades do Firefox enquanto peneira o que há de ruim, e Discord aparenta fazer parte desse projeto Orweliano. 🙂

          só fiquei sabendo da nova Lei esses dias atrás

          Internet é descentralizada, logo informações importantíssimas podem facilmente passar desapercebidas até pelos mais atentos. E mesmo algorítimos em redes centralizadoras são falíveis, seja porque o algorítimo não achou que iria querer a informação, ou porque do jeito que foi programada, foi feita não achar.

          Inclusive me faz pensar, e essa é uma grande tangente, mas daria para pegar alguma LLM local/offline e que consiga ler arquivos de texto, e botar ela para ler o que algum leitor de RSS puxa, e assim ter mais um vetor de informações. O G1 que você menciona, por exemplo, se bem me lembro, tem RSS, tal como a esmagadora maioria dos jornais seja de esquerda, direita, centro, de ponta cabeça ou do avesso, e geralmente manchete mais “blurb” (esqueci o nome em português) destas costuma dar uma ideia geral boa do que está acontecendo, ou do que querem que os leitores foquem. Também esmagadora maioria dos políticos está no Twitter, então usando o Nitter, daria para ter RSS de lá também.

  • guilhermegnzaga@lemmy.eco.br
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    8 hours ago

    Cara, um modelo novo do Fairphone está mais caro que um iPhone, ia sugerir celulares comuns com o uso de GrapheneOS com a adição de um degoogling mais profundo não resolve?

    • Auster@thebrainbin.orgOP
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      7 hours ago

      Então, pelo que acompanho, esses celulares mais padrões a cada ano ficam piores de serem desbloqueados, como se as próprias fabricantes estivessem sabotando eles. Se o Fairphone for metade do que já vi menções dispersas sobre, e a depender do que eu conseguir de resposta para as minhas perguntas acima, prefiro meter uma de louco e pagar caro por um produto do que ser eu o produto.

        • Auster@thebrainbin.orgOP
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          46 minutes ago

          Pois. Desde antes da pandemia já escuto relatos de a Anatel fazer birra com importações de eletrônicos, daí esse acaba sendo o motivo primário de eu preferir olhar primeiro no estoque de quem está dentro do país.