O desconhecido na língua estrangeira.

Por que é menos desesperador ver uma palavra desconhecida na língua materna do que ver uma palavra desconhecida em língua estrangeira?

Estava aqui dando uma lida no meu agregador de RSS e fui clicando nas notícias. Aquelas em inglês eu batia o olho e na primeira palavra estranha eu desistia e ia para a próxima notícia. Aquelas em português, mesmo que eu não soubesse o que significava o termo, seguia na leitura.

Já tenho uma boa jornada com inglês, e sei que com paciência eu saco o significado das palavras na hora. Um dicionário médio também serve. Ainda assim, tenho muita resistência a ler nessa língua. Não sou capaz de dizer agora se o mesmo acontece em outras línguas que aprendi.

Será que isso acontece só comigo? Duvido.

@batepapo

#Linguística #Linguistica #Linguistics

  • Dethronatus Sapiens sp.@calckey.world
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    2 months ago

    @obbeel@bolha.us @batepapo@lemmy.eco.br @arlon@connexia.hibiol.eu

    Perfeitas colocações, exatamente!

    Já cheguei a tentar explorar, embora como um total leigo nessas áreas, conhecimentos referentes à linguística, etimologia e coisas como reconstrução Proto-Indo-Europeia e Proto-Afroasiático, além da standardização da fonética humana exercida por ferramentas como IPA (International Phonetic Alphabet). Os idiomas costumam ter uma ordem para convencionar termos para as cores, com o vermelho sendo uma das primeiras cores entre todas as linguagens humanas. Termos esses que diferem a lot: rouge x vermelho x hóng x krasniy x ahmar x outras variações. Vou tentar incluir um screenshot de anotações pessoais que fiz nesse sentido.

    Também, o único caso de um fenômeno trans-linguístico, uma palavra que têm a pronúncia igual ou similar não importa o idioma, é “mãe”: (praticamente) todos usam sons labiais como /m/. Diz-se que é o primeiro som mais complexo que um recém-nascido consegue vocalizar (mas por que não sons como “nhá”, “aiá” e “uá”, que um recém-nascido faz antes do mesmo de um “má-má”, é um mistério).

    Também, tem tanta palavra que a gente usa no dia-a-dia que a gente raramente pára pra pensar no significado. Por exemplo, “tchau” é um termo que era usado para sinalizar continuidade de servidão por parte de um escravo ao escravagista, “quarto” e “quarteirão” provavelmente vieram da divisão dos casarões, entre outros termos (“Canhoto” e “sinistro” tendo conotação de fundamentalismo cristão, associando pessoas canhotas à influência demoníaca; “demônio”, por sua vez, foi “demonizado” da palavra grega Daimos que signfiicava “espíritos” sem necessariamente conotações ruins/negativas).

    Até o nome Brasil, diz-se que veio de “barzel” (ברזל) para “ferro” (a madeira pau-brasil tem um vermelho similar ao do óxido de ferro), e as inscrições fenícias na Pedra da Gávea apontaria para uma atividade extra-nativa no território brasileiro que antecederia a de Pedro Álvares Cabral.

    Por fim, muito foi perdido. Tabuletas foram perdidas, pela destruição do tempo ou pela destruição dos próprios humanos (exemplo: guerras que destruíram artefatos históricos). Muita coisa sobre o distante passado jamais será sabido, no máximo, teorizado. Dá certa tristeza quando penso isso, porque, por exemplo, há todo um conhecimento pré-sumério registrado em artefatos e pinturas rupestres poderiam complementar um entendimento de como o conhecimento atual passou a sê-lo, mas uma quantidade inimaginável desses artefatos e pinturas foram perdidos pra sempre.

    Parte de um extensivo conjunto de anotações que não cabe aqui na descrição da imagem, mas que versam sobre palavras como "Abismo" e "Mãe" em múltiplos idiomas.

    • mulher jedi de samba canção@bolha.us
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      2 months ago

      @dsilverz @batepapo @arlon Os arqueólogos Gabriela Martin e Varnderley de Brito acreditam que as inscrições na Pedra da Gávea foram feitas por intempéries naturais.

      Acredito que essa seja a visão da comunidade científica global também. Algo difícil de mudar. Vai ficar parecendo que você está falando da Usina de Energia do Antigo Egito.