Remédios injetáveis revolucionaram o tratamento da obesidade. Mas a popularização rápida levanta alertas sobre o mercado ilegal e o uso indiscriminado, com consequências ainda pouco compreendidas

O mundo vive uma corrida pelo emagrecimento, com dezenas de milhões de pessoas recorrendo a soluções injetáveis como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Criadas para tratamento de diabetes tipo 2, as canetas se tornaram símbolo das promessas de perda de peso rápida e objeto de desejo impulsionado pelas redes sociais. Não à toa, estima-se que um em cada três lares brasileiros já teve contato com medicamentos para emagrecer à base de análogos dos hormônios GLP-1 e GIP, segundo levantamento do Instituto Locomotiva. Só no ano passado, a importação das canetas teria movimentado cerca de R$ 9 bilhões no Brasil, alta de 88% em relação a 2024.