lacaio 🇧🇷🏴‍☠️🇸🇴

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  • Eu acho que nessa má-fé foi muito acertado: esquema de pirâmide - criptomoeda - sociedade da atenção tem tudo a ver. Esse tipo de coisa é comum há algum tempo e culminou perfeitamente na criptomoeda.

    É só visitar o X pra ver: Balaji e Elon Musk falando besteira logo na capa e outros artifícios de “sonhos” financeiros.

    Quanto a parte da Sociedade do Cansaço eu não concordo. Já li a Sociedade do Cansaço e a Sociedade da Transparência, e quanto mais eu adentro esse mundo de total falta de privacidade e sem espaço pra “erros” na interpretação, mais eu entendo que não é uma sociedade onde estamos perenemente expostos, mas sim uma sociedade onde não há espaço pra não sermos nós mesmos, o que seria o contrário do que você disse.

    Imagino que o profiling que as empresas fazem exigem que a pessoa seja ela mesma o tempo todo e não que tenha escapes pra onde podem sucumbir à vida privada. Acredito que é uma certa “morte” das necessidades básicas: dormir, esquecer, … tudo isso vai embora, mas não é nada que certas camadas da sociedade já não vivessem, como insônia e outras debilidades de caráter ativo da psicologia.

    A sociedade anterior dava espaço pra desordem: o importante era poucas regras reais e mais flexibilidade pro trato humano. O empregador e os donos da sociedade aceitavam a falta de certeza em troca de um espaço cinza onde a pessoa poderia “ser o que bem entendesse”, desde que não entrasse no caminho das regras da sociedade.

    Agora com o alto nível de vigilância, isso se torno obsoleto. Os empregadores e outros líderes da sociedade querem ter certeza de tudo. Quanto menos espaço pra incerteza melhor: e isso gera essa constante necessidade de Ser, sem que possamos sucumbir à zona cinza da vida.


  • Usar como princípio político-ecológico tudo bem, mas é só um front pro Bing da Microsoft. Eu não gosto disso; o Ecosia nem pretende ter tecnologia própria como o DuckDuckGo. Eu gosto do DuckDuckGo porque ele desenvolve tecnologia própria e também é adotado por diversas iniciativas open-source que eu confio.

    Então tem que haver uma certa confiança, mas sendo só pela causa ambiental não sei. Se grandes organizações e movimentos ecológicos endossassem o Ecosia talvez eu usasse.












  • Entre os pacotes Kotlin para o Android, tem o osmdroid. Eu estava experimentando porque muitos trabalhos requerem o uso de geolocalização e trajeto pra fazer aplicativos como o iFood, por exemplo, mas o Google Maps API é pago. Então eu coloquei no osmdroid e o aplicativo para o openstreetmap já tem pacotes que ajudam a traçar caminhos que as pessoas possam usar pra tráfego no open street maps.

    Portanto, se algum dia houver uma alternativa de código aberto para o Google Maps no sentido de API para trajeto e uso livre do osmdroid, com certeza vai valer a pena ter adicionado todos esses locais. Pense aplicativos no F-Droid que usem mapas. Obrigado!









  • A ideia é muito séria e eu vejo ela sendo aplicada. Basicamente, o que Curtis Yarvin propõe é um escrachamento total: fazer com que a “falsidade ideológica” pare e mostrar pra todo mundo que hierarquia é hierarquia e todo mundo vai ter que obedecer. É a troca do “bem-estar” por puro poder físico. Não mais respeitar as pessoas como humanas com direitos, mas um reino total do poder “aristocrático” e hierárquico que temos. A ideia é congelar a população e dizer: “nós mandamos”. E Trump está implementando isso com a sua Gestapo (ICE) e etc.

    É muito sério. Tem que levar a sério, na minha opinião.

    Edit: eu ainda estou refletindo e conhecendo melhor o Dark Enlighenment, mas os dois pilares principais são esses: um governo aristocrático e uma nulificação da verdade, mais propriamente a mistificação da verdade, que passa há decadas pelo que a alt-right dos EUA pensa sobre a Verdade.

    Nos canais da alt-right, aqueles vídeos conspiratórios que faziam sucesso no YouTube na década de 2000 ainda fazem sucesso. Curtis Yarvin propõe que o conhecimento global é uma limitação da verdade, que as pessoas podem alcançar a verdade de outras formas. Então a relação do poder físico fica mais real, principalmente com acesso a armas e produtos.

    E eles pensam e tem dados sobre isso, sobre a influência do que é real para a alt-right.

    E no Brasil tem Brasil Paralelo e outras influências do alt-right. Nesse raciocínio, o real não é mostrado a “você” e é apenas uma limitação do que você pode ser, ao mesmo tempo em que todos os limites físicos são testados ao extremo e mostrados/idealizados como uma limitação real. Passa por toda a fetichização sexual e religiosa da igreja, entre outros conceitos. Então o poder físico passa a ser adorado. O poder físico é, mais do que uma realidade, uma demonstração/idolatrização da capacidade do que realmente é poder.

    Aí vai, da esfera dessa nova aristocracia ao básico do indivíduo estadunidense, que tem uma espingarda, 50g de enxofre, 100ml de ácido sulfúrico e um sonho de liberdade. Isso levaria o indivíduo a respeitar o aristocrata.

    Espero que eu tenha sido abrangente na ideia do Dark Enlightenment, mas tem muito a descobrir ainda.


  • Que bom que você perguntou. Eu tenho um ano e pouco de experiência com o Fediverso, e diria que a interação tem uma pegada mais humana. Apesar dos algoritmos do Lemmy serem um pouco mais viciantes e com certa viralidade (tópicos ativos, pouco foco na diversidade de comunidades e mais em um feed único), o Fediverso no geral é pra conexão entre pessoas humanas e conteúdo que não necessariamente venha a viralizar. Diria que o foco é na comunidade. Além disso, tudo que você participa no Fediverso tem um certo alcance.

    Quando comparado com o Reddit (em relação ao Lemmy), pode se dizer que as comunidades do Lemmy são mais permissivas em relação ao conteúdo, mesmo que sejam moderadas por humanos. Enquanto o Reddit e os mods dos subreddits dizem que todas essas regras e limitações são necessárias, eu não teria tanta certeza.

    Os comentários do Lemmy são mais parecidos com o Reddit, mas o Reddit também é a rede social que menos se parece com as outras da Meta, etc.

    Acho que é legal se você está procurando conteúdo de qualidade. Eu mesmo criei conta um mbin porque dá acesso mais rápido às comunidades, mas não gostei. Aqui no Lemmy, ainda acho: é muito Trump e assunto repetido com comentários fervorosos. Mas a parte aqui do lemmy.eco.br é mais legal. Gosto do mander.xyz e das comunidades ligadas à Ciência também. Essas são menos infectadas; as de tecnologia ainda falam muito de política, pode melhorar.







  • Eu acho que vale a pena se expressar e alcançar as pessoas independentemente do que elas vão falar. Não conheço muito de desenho, mas toco violão e acho que a capacidade de botar o sentimento pra fora tem um alcance que qualquer caixa de som não vai conseguir representar. Acho que é o mesmo pro desenho. Você está alcançando alguém de verdade com essa arte que saiu de você. Não saiu de um robô, um robô não teria conseguido transformar essa sensação humana em arte.

    O robô vai falar o que? Que respeitou a regra de quem fez o prompt de gerar um texto bonito, ou até mesmo que seguiu regras mais complexas que podem vir de uma pessoa, como explorar ambientes bucólicos e pastorais em uma pequena poesia? Mesmo que a poesia se aproxime de algo valoroso sentimentalmente, o prompt não veio à toa, assim como as verdadeiras palavras de uma pessoa que se expressa não vêm à toa.

    O principal aqui é que não foi o robô que se expressou. O robô pode fazer algo que agrade as pessoas, mas ele não se expressou. Faz pensar, o que importa talvez não seja que as pessoas gostem, mas sim que há uma verdadeira expressão por quem criou a arte por detrás. Há sentido mais profundo na humanidade do que este? O valor real está na expressão, e não se foi o robô que fez ou não.

    Não acho que há muito controle sobre o público. Se o público gostou do que o robô fez, ou se até o público por ventura vir a visitar uma exposição criada por IA no futuro, o que importa foi a expressão. E essa sim deve ser valorizada, nem que seja por políticas públicas.







  • Estou torcendo para se limitar a sanções, como foi com a Rússia. O Irã não tem opção a não ser se defender. Acho certo o Brasil ficar do lado do Irã, que agora faz parte do BRICS, mas tem que tomar cuidado pra não comprar uma briga com a Argentina, que agora está alinhada aos EUA.

    Quanto à questão econômica, não acho que o Brasil vai sofrer. A China precisa mais do Brasil agora com as tarifas estadounidenses, acho que vai servir de apoio pra nossa economia. O petróleo arranja em outro lugar. Acho que, tirando o desentendimento com EUA e Argentina, vai ficar tudo bem pro Brasil.


  • Se o Brasil tentar criar seus meios de divulgação próprios, na realidade vai acabar sendo uma empresa com fachada brasileira mas com tecnologia americana por detrás. Como acontece com algumas das empresas de IA que o Brasil tem. Seria uma fachada de nacionalidade brasileira.

    Se as empresas da Rússia já tem diversos acordos com empresas americanas e europeias, imagina como seriam as brasileiras. Acho que no fim seria mais uma enganação do Brasil com fachada de soberania, um verdadeiro pesadelo.

    Acho, por exemplo, que precisamos aproximar os setores brasileiros que já tem uma identidade mais forte com o estado brasileiro, como as Universidades Públicas, e torná-las ainda mais nacionais e defensoras dos interesses brasileiros - aproximando o conhecimento brasileiro do Sul Global e o afastando da Europa.