A partir de junho, o Luna vai deixar de vender jogos individuais, vai encerrar as assinaturas de terceiros (como o Ubisoft+) e aquela função de “traga sua própria biblioteca” vai pro ralo. Basicamente, o que era pra ser um concorrente de peso no cloud gaming tá virando um puxadinho da Amazon Prime, focado em joguinho de celular.
O que me faz pensar: como a Valve foi absurdamente estratégica em se manter “conservadora” nesse meio? Enquanto Google e Amazon tentaram reinventar a roda criando ecossistemas fechados de nuvem que dependiam de você recomprar seus jogos ou assinar mais um serviço do zero, a Steam ficou na dela.
A estratégia da Steam a longo prazo foi brilhante justamente por não tentar ser o “Netflix dos Games” de forma forçada. Eles focaram no que importa: a posse do jogo e a flexibilidade. Em vez de queimar bilhões num serviço de streaming proprietário que poderia naufragar (e levar a biblioteca dos usuários junto), eles investiram no Steam Deck e abriram as portas para serviços como o GeForce Now.
O resultado? Se o cloud gaming flopar de vez, quem tem Steam continua com seus jogos no hardware local ou no Deck. Já quem confiou no Stadia ou agora no Luna, fica com aquele gosto amargo de ver o serviço sumir. A Valve entendeu que o streaming é um recurso, não o produto final. Ser conservadora e não pular de cabeça nesse hype de nuvem “fechada” foi, talvez, a maior jogada de mestre deles na última década.
No fim das contas, a gente só quer ter a segurança de que o jogo que compramos hoje vai estar lá amanhã. Sem falar que agora que o Proton está maos maduro ela está focando demais em hardware. Já viram o controle novo? Está lindo demais.
O que vocês acham? O cloud gaming “puro” (sem hardware) nasceu morto ou essas empresas que não souberam jogar o jogo?


Acho que é uma mistura de várias coisas, empresas reinventando a roda como você disse, saudosismo fazendo as pessoas quererem ter seus jogos junto ao “you’ll own nothing and be happy” ficar mais e mais perceptível, algumas pessoas verem o aumento de preço de hardware como método para forçar a adoção de cloud gaming e a perda de ownership (esqueci a tradução), Steam estar consolidada como a maior plataforma de jogos e as concorrentes que se mantém saudáveis terem noção de que não vão vencer na truculência, e as plataformas que se mantém saudáveis terem relevância tangível, como Steam sendo também fórum/rede social, GOG fomentando o mercado sem DRM, Itchio facilitando publicar jogos, etc., enquanto que cloud gaming é simplesmente “gaming on the go”, o que celulares já fazem sem precisar de conexão banda larga.