Como driblar a concentração das redes sociais comerciais?
Vocês que são off de tudo: lidam com gerência de programações? Como sabem das novidades?
Um colega meu da poetaiada me mandou um convite para um seminário. Pelo Instagram. Eu não entro nessa droga há meses. Ele tem meu número de telefone e meu e-mail, mas preferiu. Enviar. Pelo. Instagram.
Fiquei muito puto, e o jeito com que estou tentando superar esse problema é seguindo perfis que me interessam através do Imgnn, que abre perfis do Instagram sem precisar de ter conta.
Incrível como as pessoas naturalizam a ideia mentirosa de que todo mundo usa essa rede comercial com frequência e de que basta publicar lá para que todas as pessoas estejam sabendo.


Não sei se foi pela história que tive com a rede, na qual eu passei mais de 10 anos interagindo com as pessoas e conhecendo muitos amigos. Durante a pandemia fui bastante ativo e graças à rede, conheci uma boa comunidade de poetas experimentais. Não sei se a mesma trajetória seria possível fora do Instagram.
O problema é que essa mesma comunidade permaneceu lá, malgrado o fato de que a plataforma ficou cada vez pior e menos comunitária.
Sim, nesses casos ou não abro, ou abro através do Imgnn. Não tenho problema quanto a links compartilhado, mas sim com interações que só são possíveis pela rede.
De longe, a parte mais difícil de todas. O “punk” de hoje em dia é aquele que se recusa a utilizar redes de comunicação proprietárias. Eu batizo essa figura de #offpunk.