European guy, weird by default.

You dislike what I say, great. Makes the world a more interesting of a place. But try to disagree with me beyond a downvote. Argue your point. Let’s see if we can reach a consensus between our positions.

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cake
Cake day: August 19th, 2023

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  • É cumprido na mesma medida que todos os outros, com as devidas ingerências, incompetências e desinteresse e corrupção dos agentes a quem são confiadas funções públicas, adicionadas ao sistema que predicam.

    Sabe-se perfeitamente que a habitação está a atravessar (mais) um período negro, com rendimentos a decair, mas quem pode denunciar não o faz e opta por consentir, directa ou indirectamente, porque acredita (abomino este verbo) que não pode fazer nada para inverter a situação.

    Proprietários que exigem rendas astronónicas por casas sem condições, com cauções e pagamentos adiantados ilegais, alugam sem contrato, etc, são pura e simplesmente criminosos, em nada diferentes daqueles a que queres negar um direito constitucional e naturalmente concedido e reconhecido a qualquer ser humano.

    Vamos começar por arrestar a propriedade a esses criminosos e atirá-los para a rua?

    Pela tua lógica, o que enunciei é legítimo.


  • Remeto-me ao Art. 65 da CRP para contrapor à primeira parte da resposta.

    Vinculámos-nos enquanto povo a fazer por garantir habitação condigna a todos, sem restrição.

    Quanto aos padrões de qualidade de habitação social que referia: conheci algumas casas que fizeram parte de bairros sociais e posso dizer com algum grau de confiança, que mesmo dando desconto da época de construção, eram casas muito melhores que outras que não tinham sido construídas com o mesmo objectivo.

    Chelas, Olivais, Ameixoeira, Pontinha, tudo zonas com habitação social. Casas normalmente melhor planeadas e edificadas que a maioria dos edifícios da época, alugadas por uns quantos anos e vendidas depois ao preço da chuva. Não foram nem uma nem duas as histórias que ouvi de pessoas que conseguiram o aluguer por tostões, alguns até falseando rendimentos e vulnerabilidade social ou pagando luvas, para depois comprarem essas mesmas casas aos municípios à primeira oportunidade a preço de saldo, porque já eram inquilinos e residentes. E falamos de casas com 3 ou 4 quartos e duas casas de banho completas, coisa que não se vulgarizou com facilidade.


  • Devo entender então que é preferível marginalizar ainda mais uma faixa de população, já de si exposta?

    Argumentar que pagamos todos não leva a lado nenhum a argumentação: pagamos todos muita coisa de que nunca beneficiamos - ou temos a esperança de não beneficiar - porque esses sistemas de segurança eliminaram muita miséria quando foram estabelecidos.

    É bem pior ser construída habitação social, normalmente com padrões de qualidade elevadíssimos, que depois é vendida por tostões, após alguns anos de aluguer. Aí é que há, efectivamente, perda colectiva.

    Agora negar abrigo a quem dele precisa? É glorioso ver gente a dormir nas ruas. É assim que a sociedade acerta contas com quem quebra as regras. Ou é para isso que serve o sistema judicial e penal?