• Vilna@lemmy.pt
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    2 months ago

    Este sistema tem os prós e contras. Para variar o objetivo é taxar para promover a reciclagem.

    Ora, quem já reciclava sente-se penalizado duplamente: 1.º porque vai ter de pagar uma taxa extra para depois pedir o reembolso e ficar na mesma e em 2.º toda uma logística adicional como mais um espaço em casa para a “Volta”, levar a um ponto de entrega longe de casa, pedir reembolso e ainda por cima usar esse valor apenas em certos sítios. Recentemente coloquei no intermarche e o vale diz que é só para usar ali…

    Atualmente já temos ecopontos quase em todos os lados, perto de casa. Agora temos o mesmo objetivo mas temos de ir mais longe para reaver um custo que não queríamos.

    Depois temos o problema de algumas máquinas não aceitarem uma garrafa com alguma deformação mas será reciclada na mesma porque colocamos no ecoponto - objetivo cumprido. Mas, a taxa não é devolvida.

    Resultado quem já reciclava continua e quem não reciclava pode entender continuar a não reciclar, afinal 10 centimos é apenas isso. Embora o todo seja um valor bem mais elevado. A taxa de conversão será assim tanta? Vamos acreditar que sim.

    Questiono se esta medida não seria mais interessante não através da taxa mas através do icentivo. Em Lisboa havia um projeto chamado de “Bebidas+Circulares” que incentivava os residentes de Lisboa a fazerem reciclagem em troca de descontos. Depois os vales eram para utilizar nas lojas onde as embalagens tinham sido entregues. Aqui sim, as lojas aderentes faziam parte da medida e tinham a contrapartida do retorno de vendas futuras.

    Incentivar sim, taxar não é boa política.