Ah, conheço. Quero dizer, não cheguei a usar, até pensei em adquirir, mas como já tenho o Sketchbook, acabei não testando esse outro.
Eu só dei MUITO zoom e torci pra minha mão parar de tremer
Eu digo que é um feito e tanto que agrega valor aos desenhos, porque mesmo com zoom e coordenação motora, fazer uma curva de Bézier ou spline na mão, sem a assistência matemática da suíte gráfica, tende a resultar em imperfeições que eu sinceramente não vejo na versão digital do desenho que você fez.
Não é o suficiente pra uma comissão. Uma vez, um professor de desenho me disse que “se você não pagaria pelo seu desenho, ele não tá bom”.
Como @YaxPasaj@lemmy.eco.br bem disse e complemento, seu professor tá é com papo estranho, me soa até um professor ancap papagaiando mantras do tipo “oferta e demanda”, “não existe almoço grátis” e outras palavras da religião capitalismo e do senhor e salvador “livre mercado”.
Ao meu ver, se você não pagaria pelo seu próprio desenho, significa meramente que seu desenho não está atendendo as exigências do capitalismo (que, vale ressaltar, não se importa com a criatividade humana e sim com a lucratividade de empresários e acionistas), não que ele “não está bom”. O valor comercial não é o único tipo de valor que algo ou uma ação possa ter: valor sentimental, valor social, valor espiritual, valor intelectual, são todos valores igualmente válidos, ainda que possam vir divorciados de um valor em reais/dólares/euros/satoshis/whatever.
Desenvolvi uma carreira de 10 anos de programação após dar ouvidos ao capitalismo e tornar uma paixão de infância (programar) em “sustento”, pra ter um emprego, e hoje estou sem emprego e sem a mesma paixão que eu tinha por programar, diante de um mercado de T.I. totalmente emerdificado e esperança (e vontade) zero de voltar ao tal do “mercado de trabalho” com o ChatGPT chefiando o RH das empresas (parafraseando Gilberto Gil, “o cérebro eletrônico comanda, manda e desmanda, mas ele não manda”), sendo que eu provavelmente acabaria virando nanny de IA pra que, na cabeça do empregador, estes se tornem simulacros perfeitos para me substituírem, caso um “milagre” ocorresse e eu chegasse a voltar a atuar como DevOps pleno/sênior.
Portanto, cuidado com a transformação de um hobby em mera servidão ao capital. A vida já não tem sentido algum, essa existẽncia é mero resultado de um acidente cósmico e de um conflito atemporal anterior e alheio à nossa própria existência, e quando a gente finalmente encontra algum propósito pra tentar fazer sentido das coisas, é difícil recuperar esse propósito quando o capitalismo tira isso da gente; o propósito dos arcontes capitalistas é sobreporem-se aos propósitos que por ventura encontramos para nossa própria existência. Não estou dizendo que você não possa fazer dinheiro com a criação artística, pelo contrário, pessoas podem sim ver sua arte, seu estilo, a essência que só você é capaz de imbuir em sua própria arte, e sentirem que essa sua arte tem um propósito pra elas tamanho que sentem de ainda que isso envolva arcar com uma transação financeira, mas é importante não deixar que o capital se sobreponha à sua criação artística.
Pior que eu não gostei do Sketchbook. Eu diria que o IbisPaint é mais popular porque é mais fácil de usar e as opções de ferramenta mais fáceis de achar.
Eu digo que é um feito e tanto que agrega valor aos desenhos
Se você der zoom, dá pra ver uns errinhos ou umas lombadas:
Ao meu ver, se você não pagaria pelo seu próprio desenho, significa meramente que seu desenho não está atendendo as exigências do capitalismo
Eu diria que o IbisPaint é mais popular porque é mais fácil de usar e as opções de ferramenta mais fáceis de achar.
Ah sim, interessante isso. O Sketchbook realmente tem uma interface que não é tão enxuta, principalmente em smartphone que tem tela menor que tablet, e umas opções meio confusas nas configurações. Uma hora vou ver se testo esse Ibis Paint, apesar que ultimamente eu meio que pivotei pra arte cênica 3D no Blender porque consigo ter múltiplas perspectivas da mesma cena, mas vai que eu volto a desenhar.
dá pra ver uns errinhos ou umas lombadas
Tem, mas, tipo, são bem imperceptíveis. A maior parte do contorno tá bem legal.
Mas você pagaria por um desenho desse?
Ah, se eu tivesse grana e fosse uma grana tranquila (como, mas não limitado a, aquela que eu tinha quando no meu último emprego como DevOps) ao ponto de eu poder pagar por expressões artísticas sem pesar muito no fim do mês, creio que sim, por quê não?
Porém eu geralmente acho mais interessante o modelo de doação focado não numa arte específica mas na pessoa artista, tipo Ko-fi e “Buy me a coffee”, sem essa dinâmica de “oferta e demanda” que parece estar envolvida em comissão artística (ao menos, pelo que eu entendi desse lance de comissão, uma pessoa artista é contratada por uma pessoa ou empresa para fazer uma arte customizada/específica à mando desta, me corrija se eu estiver errado; fica parecendo que eu tô querendo mandar/controlar/escravizar a pessoa artista e eu não gosto dessa “dinâmica de poder” que o capitalismo normaliza), porque eu estou apoiando alguém ou um grupo/comunidade/organização/instituição por aquilo que estão fazendo, não por alguma “demanda” minha.
O modelo de doação é um modelo econônico que a sociedade geralmente subestima porque deu ouvidos ao modelo do capitalismo onde “um manda e o outro obedece”, mas doação é ao meu ver um modelo bacana, onde ninguém precisa mandar e ninguém precisa obedecer. Ao meu ver seria modelo ideal se aplicado em larga escala como modelo de sociedade.
Eu mesmo já fiz várias doações na época que eu ainda tava como DevOps; também pagava, por exemplo, quando ainda usava Youtube, por assinatura mensal de “membro” em um canal de criadores de conteúdo independentes no Youtube também (uma comunidade/seita ocultista que eu participava à época). Hoje, que nem eu falei ali, só parei porque tô sem grana, senão eu provavelmente estaria fazendo doações aqui e acolá, incluindo (e especialmente) causas sociais, projetos FLOSS/FOSS, bem como pra artistas independentes que fazem arte esotérica (que tem sido meu assunto de interesse no últimos três anos).
Às vezes até penso em fazer um Ko-Fi ou similar paralelo às artes 3D que eu tenho feito e ver no que dá, porque não penso muito em voltar ao “mercado de trabalho” mas também não penso em fazer (ao menos o que entendo de) comissão artística com o tipo específico de arte que crio (uma exploração capitalista das minhas próprias artes iria até na contramão dos valores imbuídos nos arquétipos e egrégora das divindades e entidades espirituais ali representadas).
Ah, conheço. Quero dizer, não cheguei a usar, até pensei em adquirir, mas como já tenho o Sketchbook, acabei não testando esse outro.
Eu digo que é um feito e tanto que agrega valor aos desenhos, porque mesmo com zoom e coordenação motora, fazer uma curva de Bézier ou spline na mão, sem a assistência matemática da suíte gráfica, tende a resultar em imperfeições que eu sinceramente não vejo na versão digital do desenho que você fez.
Como @YaxPasaj@lemmy.eco.br bem disse e complemento, seu professor tá é com papo estranho, me soa até um professor ancap papagaiando mantras do tipo “oferta e demanda”, “não existe almoço grátis” e outras palavras da religião capitalismo e do senhor e salvador “livre mercado”.
Ao meu ver, se você não pagaria pelo seu próprio desenho, significa meramente que seu desenho não está atendendo as exigências do capitalismo (que, vale ressaltar, não se importa com a criatividade humana e sim com a lucratividade de empresários e acionistas), não que ele “não está bom”. O valor comercial não é o único tipo de valor que algo ou uma ação possa ter: valor sentimental, valor social, valor espiritual, valor intelectual, são todos valores igualmente válidos, ainda que possam vir divorciados de um valor em reais/dólares/euros/satoshis/whatever.
Desenvolvi uma carreira de 10 anos de programação após dar ouvidos ao capitalismo e tornar uma paixão de infância (programar) em “sustento”, pra ter um emprego, e hoje estou sem emprego e sem a mesma paixão que eu tinha por programar, diante de um mercado de T.I. totalmente emerdificado e esperança (e vontade) zero de voltar ao tal do “mercado de trabalho” com o ChatGPT chefiando o RH das empresas (parafraseando Gilberto Gil, “o cérebro eletrônico comanda, manda e desmanda, mas ele não manda”), sendo que eu provavelmente acabaria virando nanny de IA pra que, na cabeça do empregador, estes se tornem simulacros perfeitos para me substituírem, caso um “milagre” ocorresse e eu chegasse a voltar a atuar como DevOps pleno/sênior.
Portanto, cuidado com a transformação de um hobby em mera servidão ao capital. A vida já não tem sentido algum, essa existẽncia é mero resultado de um acidente cósmico e de um conflito atemporal anterior e alheio à nossa própria existência, e quando a gente finalmente encontra algum propósito pra tentar fazer sentido das coisas, é difícil recuperar esse propósito quando o capitalismo tira isso da gente; o propósito dos arcontes capitalistas é sobreporem-se aos propósitos que por ventura encontramos para nossa própria existência. Não estou dizendo que você não possa fazer dinheiro com a criação artística, pelo contrário, pessoas podem sim ver sua arte, seu estilo, a essência que só você é capaz de imbuir em sua própria arte, e sentirem que essa sua arte tem um propósito pra elas tamanho que sentem de ainda que isso envolva arcar com uma transação financeira, mas é importante não deixar que o capital se sobreponha à sua criação artística.
!arte@lemmy.eco.br
Pior que eu não gostei do Sketchbook. Eu diria que o IbisPaint é mais popular porque é mais fácil de usar e as opções de ferramenta mais fáceis de achar.
Se você der zoom, dá pra ver uns errinhos ou umas lombadas:

Mas você pagaria por um desenho desse?
Ah sim, interessante isso. O Sketchbook realmente tem uma interface que não é tão enxuta, principalmente em smartphone que tem tela menor que tablet, e umas opções meio confusas nas configurações. Uma hora vou ver se testo esse Ibis Paint, apesar que ultimamente eu meio que pivotei pra arte cênica 3D no Blender porque consigo ter múltiplas perspectivas da mesma cena, mas vai que eu volto a desenhar.
Tem, mas, tipo, são bem imperceptíveis. A maior parte do contorno tá bem legal.
Ah, se eu tivesse grana e fosse uma grana tranquila (como, mas não limitado a, aquela que eu tinha quando no meu último emprego como DevOps) ao ponto de eu poder pagar por expressões artísticas sem pesar muito no fim do mês, creio que sim, por quê não?
Porém eu geralmente acho mais interessante o modelo de doação focado não numa arte específica mas na pessoa artista, tipo Ko-fi e “Buy me a coffee”, sem essa dinâmica de “oferta e demanda” que parece estar envolvida em comissão artística (ao menos, pelo que eu entendi desse lance de comissão, uma pessoa artista é contratada por uma pessoa ou empresa para fazer uma arte customizada/específica à mando desta, me corrija se eu estiver errado; fica parecendo que eu tô querendo mandar/controlar/escravizar a pessoa artista e eu não gosto dessa “dinâmica de poder” que o capitalismo normaliza), porque eu estou apoiando alguém ou um grupo/comunidade/organização/instituição por aquilo que estão fazendo, não por alguma “demanda” minha.
O modelo de doação é um modelo econônico que a sociedade geralmente subestima porque deu ouvidos ao modelo do capitalismo onde “um manda e o outro obedece”, mas doação é ao meu ver um modelo bacana, onde ninguém precisa mandar e ninguém precisa obedecer. Ao meu ver seria modelo ideal se aplicado em larga escala como modelo de sociedade.
Eu mesmo já fiz várias doações na época que eu ainda tava como DevOps; também pagava, por exemplo, quando ainda usava Youtube, por assinatura mensal de “membro” em um canal de criadores de conteúdo independentes no Youtube também (uma comunidade/seita ocultista que eu participava à época). Hoje, que nem eu falei ali, só parei porque tô sem grana, senão eu provavelmente estaria fazendo doações aqui e acolá, incluindo (e especialmente) causas sociais, projetos FLOSS/FOSS, bem como pra artistas independentes que fazem arte esotérica (que tem sido meu assunto de interesse no últimos três anos).
Às vezes até penso em fazer um Ko-Fi ou similar paralelo às artes 3D que eu tenho feito e ver no que dá, porque não penso muito em voltar ao “mercado de trabalho” mas também não penso em fazer (ao menos o que entendo de) comissão artística com o tipo específico de arte que crio (uma exploração capitalista das minhas próprias artes iria até na contramão dos valores imbuídos nos arquétipos e egrégora das divindades e entidades espirituais ali representadas).
!arte@lemmy.eco.br
Sobre as doações, acaba que as doações geralmente são motivadas por, tipo, um artista fazer algo legal, um quadrinho, uns desenhos maneiros…