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#porno #pornô #feminismo #mulher
Com milhares de seguidores nas redes sociais, a página ‘Recuse a Clicar’ defende boicote a sites pornô. Psicóloga vê ‘deseducação sexual’
A pornografia é censurada na China.



O que sugeres para resolver esta questão? Ilegalizar a venda de conteúdo íntimo? Mesmo conteúdo produzido pelo próprio?
Na minha opinião, o problema não é o conteúdo em si, já que há pessoas que genuinamente apreciam este trabalho e criminalizar as suas atividades apenas as vai empurrar para um mundo em que as suas adversidades são invisíveis. O problema, na minha opinião, reside em como estes conteúdos são financiados, produzidos e distribuídos.
Os trabalhadores desta área têm uma capacidade limitada de controlar as suas condições de trabalho, que é perigoso, extremamente invasivo da sua intimidade e sofre de grandes preconceitos. Se o modo como estes conteúdos é disseminado fosse decidido por quem sofre as maiores consequências pessoais e financeiras, pode haver uma forma de acabar com os abusos.
O que eu sugeria era o controlo coletivo de todas as empresas envolvidas com pornografia, deixemos que os próprios trabalhadores decidam o que é melhor para si através de processos democráticos, sem influência de quem apenas procura o lucro às suas custas.
De uma forma geral, o importante é obviamente como dizes defender o máximo possível as pessoas que trabalham neste sector! Tenho a certeza que o erotismo pode ser visto em certas situações como uma forma de arte e beleza e que pode ser visto com bons olhos… o meu problema é que a industria pornográfica moderna é apenas o resultado da exploração da mulher por parte de uma visão patriarcal e capitalista do mundo. Não existe aqui demasiado espaço para respirar, muitas destas pessoas encontraram nesta industria uma forma de ganhar dinheiro, mas também porque várias vezes foram “enganadas” e/ou não tinham muitas mais alternativas.
Importante, nunca sou adepto de ilegalizar, principalmente porque muitas das vezes a ilegalização vem a custa dos trabalhadores e não dos donos dos mercados. O que gostaria é que existisse uma protecção muito mais forte às pessoas que são exploradas nestas industrias. No final o meu problema acaba sempre por ser um desgosto pela forma como o sistema capitalista moderna funciona… mas pronto…
Completamente de acordo com o que dizes.
Como disse no comentário acima, acredito que a melhor solução fosse mesmo o controlo coletivo desta atividade. Já existem algumas iniciativas do estilo como os sindicatos de trabalhadoras do sexo (não sei que termo usar) que têm surgido nos EUA e no Brasil.
Surpreendentemente também li um comentário da política francesa de “extrema-direita” (termo muito redutor, mas pronto) Marine Le Pen, onde defendia a regulação do setor através da coletivização dos bordéis. O contraste entre esta posição e o resto das ideias que defende leva-me a crer que estas ideias podem ser mais populares/populistas do que pensava.