Claro que a filosofia do software livre, como qualquer ideia apaixonante, pode impulsionar comportamentos que, lamento, descrevem como “loucura”. Acho incrível como ativistas desse movimento parecem até mais desprezados e debochados por aqui do que de outros.
Independentemente disso, acredito que falta compreensão da ideia, embora ela esteja aí há mais de quarenta anos, portanto é preciso reiterar: para o movimento do software livre, software que nos priva das quatro liberdades essenciais a toda pessoa que o utiliza, ou seja, softwareprivativo, é considerado uma arbitrariedade, instrumento injusto de poder que causa tantas chagas da sociedade atual e que, assim, não deveria existir. Eis o cerne do movimento que é desdenhado ao ser relativizado.
Façamos uma analogia. Se alguém diz que “misoginia” não deve existir e, por isso, a toda hora recomenda distância dela, isso é relativizado da mesma maneira e a pessoa é chamada de “extremista”, “louca”, “histérica” por defender fortemente suas convicções? Infelizmente, ainda é. Gostaria de acreditar que, aqui, menos.
Até entre quem minimamente entende da área, a ideologia de segredo industrial que atingiu a computação em fins da década de 1970 fala muito mais alto, mesmo em quem está com a mente um pouco mais aberta, o que já é uma minoria.
É possível discordar de um movimento social sem apelar para termos pejorativos contra as pessoas ativistas. Vamos aprender a respeitar mais e compreender?
Salve meu camarada, eu concordo em tudo que disse, só acho que a gente tem que ter cuidado pra não tratar esse tipo de comentário de internet como militância, porque aí até enfraquece quem é militante de verdade. Eu respeito muito quem é militante de verdade, que milita por qualquer causa que seja justa de verdade, respeito demais as histórias dessas pessoas, e respeito seus pontos de vista até quando são divergentes dos meus. Mas nesse caso só é gente fazendo comentário para causar, hitar, ganhar atenção, por isso que eu não respeito e usei termos pejorativos, critiquei a postura e não a causa em si. Inclusive, na minha área de militância, que é a questão da negritude, tem gente que faz isso também, e me irrita profundamente, porque afeta a credibilidade da pauta pro grande público. Vou dar um exemplo dentro da minha área de militância, que é a questão racial, hoje no Mastodon o Radio Corsa estava criticando a galera que fala que a Europa só deu atenção pra questão da Groenlândia por ser um país branco, quando na real 85% da população desse país é indígena inuit. Ou seja, a galera nem se dá ao trabalho de se informar um pouquinho antes de sair cuspindo groselha na internet, isso que me incomoda de verdade, e ainda pagam de detentores da moral, pegando carona nas pautas de movimentos que são legítimos.
Por considerar confusa, a expressão “código fechado” (veja), ou alguma variação, está entre as que o movimento do #SoftwareLivre evita, mesmo com significado prático similar: prefere chamar isso simplesmente de softwarenão livre ou privativo, a ser combatido. :drakeNo:
Claro que a filosofia do software livre, como qualquer ideia apaixonante, pode impulsionar comportamentos que, lamento, descrevem como “loucura”. Acho incrível como ativistas desse movimento parecem até mais desprezados e debochados por aqui do que de outros.
Independentemente disso, acredito que falta compreensão da ideia, embora ela esteja aí há mais de quarenta anos, portanto é preciso reiterar: para o movimento do software livre, software que nos priva das quatro liberdades essenciais a toda pessoa que o utiliza, ou seja, software privativo, é considerado uma arbitrariedade, instrumento injusto de poder que causa tantas chagas da sociedade atual e que, assim, não deveria existir. Eis o cerne do movimento que é desdenhado ao ser relativizado.
Façamos uma analogia. Se alguém diz que “misoginia” não deve existir e, por isso, a toda hora recomenda distância dela, isso é relativizado da mesma maneira e a pessoa é chamada de “extremista”, “louca”, “histérica” por defender fortemente suas convicções? Infelizmente, ainda é. Gostaria de acreditar que, aqui, menos.
Até entre quem minimamente entende da área, a ideologia de segredo industrial que atingiu a computação em fins da década de 1970 fala muito mais alto, mesmo em quem está com a mente um pouco mais aberta, o que já é uma minoria.
Ademais, reiteradamente, confundem o software livre com o “código aberto” que é método de produção.
É possível discordar de um movimento social sem apelar para termos pejorativos contra as pessoas ativistas. Vamos aprender a respeitar mais e compreender?
CC: @kariboka@mastodon.social
#capacitismo #tecnopolítica #softwareLivre
Salve meu camarada, eu concordo em tudo que disse, só acho que a gente tem que ter cuidado pra não tratar esse tipo de comentário de internet como militância, porque aí até enfraquece quem é militante de verdade. Eu respeito muito quem é militante de verdade, que milita por qualquer causa que seja justa de verdade, respeito demais as histórias dessas pessoas, e respeito seus pontos de vista até quando são divergentes dos meus. Mas nesse caso só é gente fazendo comentário para causar, hitar, ganhar atenção, por isso que eu não respeito e usei termos pejorativos, critiquei a postura e não a causa em si. Inclusive, na minha área de militância, que é a questão da negritude, tem gente que faz isso também, e me irrita profundamente, porque afeta a credibilidade da pauta pro grande público. Vou dar um exemplo dentro da minha área de militância, que é a questão racial, hoje no Mastodon o Radio Corsa estava criticando a galera que fala que a Europa só deu atenção pra questão da Groenlândia por ser um país branco, quando na real 85% da população desse país é indígena inuit. Ou seja, a galera nem se dá ao trabalho de se informar um pouquinho antes de sair cuspindo groselha na internet, isso que me incomoda de verdade, e ainda pagam de detentores da moral, pegando carona nas pautas de movimentos que são legítimos.
@daltux @kariboka eu não simpatizo muito com extremista de nenhum tipo, mas usar um software closed source no comentário realmente é um homicídio 🤣
Por considerar confusa, a expressão “código fechado” (veja), ou alguma variação, está entre as que o movimento do #SoftwareLivre evita, mesmo com significado prático similar: prefere chamar isso simplesmente de software não livre ou privativo, a ser combatido. :drakeNo: