A linha entre ser evangelista de software livre e louquinho de bairro é muito tênue. Cuidado.

@foss #foss

  • Daltux@snac.daltux.net
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    3 days ago

    Claro que a filosofia do software livre, como qualquer ideia apaixonante, pode impulsionar comportamentos que, lamento, descrevem como “loucura”. Acho incrível como ativistas desse movimento parecem até mais desprezados e debochados por aqui do que de outros.

    Independentemente disso, acredito que falta compreensão da ideia, embora ela esteja aí há mais de quarenta anos, portanto é preciso reiterar: para o movimento do software livre, software que nos priva das quatro liberdades essenciais a toda pessoa que o utiliza, ou seja, software privativo, é considerado uma arbitrariedade, instrumento injusto de poder que causa tantas chagas da sociedade atual e que, assim, não deveria existir. Eis o cerne do movimento que é desdenhado ao ser relativizado.

    Façamos uma analogia. Se alguém diz que “misoginia” não deve existir e, por isso, a toda hora recomenda distância dela, isso é relativizado da mesma maneira e a pessoa é chamada de “extremista”, “louca”, “histérica” por defender fortemente suas convicções? Infelizmente, ainda é. Gostaria de acreditar que, aqui, menos.

    Até entre quem minimamente entende da área, a ideologia de segredo industrial que atingiu a computação em fins da década de 1970 fala muito mais alto, mesmo em quem está com a mente um pouco mais aberta, o que já é uma minoria.

    Ademais, reiteradamente, confundem o software livre com o “código aberto” que é método de produção.

    É possível discordar de um movimento social sem apelar para termos pejorativos contra as pessoas ativistas. Vamos aprender a respeitar mais e compreender?

    CC: @kariboka@mastodon.social

    #capacitismo #tecnopolítica #softwareLivre