O antissemitismo não tem a ver com o Islã mas sempre com o cristianismo, explica o diretor do portal Opera Mundi

  • Jorge@lemmygrad.mlOP
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    28 days ago

    Você leu o artigo? Está falando de antes do sionismo.

    O antissemitismo histórico esteve fundamentalmente associado ao cristianismo (Inquisição, pogroms russos, Holocausto) e não ao Islã. Os muçulmanos historicamente abrigaram e protegeram os judeus, que eram perseguidos pelo cristianismo. O início do conflito veio da chegada do sionismo como projeto de colonização de uma terra de maioria árabe, não a tensões religiosas preexistentes.

    • NorskSud@lemmy.pt
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      28 days ago

      É preciso muita ignorância para fazer esse tipo de afirmação. Sim, houve momentos em que judeus se refugiaram em terras muçulmanas. Mas como acha que os árabes se tornaram maioritários numa terra que sempre foi judia? Não faltam exemplos ao longo da história de perseguição muçulmana aos judeus, e os tempos de tolerância foram só isso, tolerância com discriminação inclusivé fiscal. Ainda hoje no Irã

      • Jorge@lemmygrad.mlOP
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        27 days ago

        “Sempre” foi judia? O Império Romano derrubou o reino de Judá em 70 DC! É assustadora a ideologia que demoniza palestinos em 2026 pelo que o Império Romano fez em 70DC.

        • NorskSud@lemmy.pt
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          27 days ago

          O império romano não eliminou os judeus que continuaram a viver naquela terra. Os árabes foram os inovadores séculos mais tarde… mas por algum motivo os árabes são colonizadores do bem, colonizam todo o norte de África e ninguém se lembra que são colonizadores… Enfim.

          • Jorge@lemmygrad.mlOP
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            27 days ago

            Eu não disse que o Império Romano eliminou todos os judeus da Palestina. E, principalmente, nunca vi alguém sério falar em “colonialismo do bem”. A questão chave é que é ilegal, imoral e irracional reimpor fronteiras de muitos séculos atrás argumentando que “Deus mandou”. Nem o Talibã faz isso! Quando iniciou o sionismo no fim do século XIX, os judeus eram uma minoria ínfima (menos de 10%; 4-5% se não me engano) da população da Palestina, e essa minoria era de judeus arabizados.

            Defender o sionismo para reverter a situação de muitos e muitos séculos atrás seria como defender que os não-índios sejam expulsos do Brasil para voltar a composição étnica de 1500. Após um povo ocupar uma terra por muitas e muitas gerações, aquela terra passa a ser dele.

            Não é a toa que o mundo civilizado (intelectuais, estudantes, acadêmicos, organizações de direitos humanos) condena o massacre dos palestinos. Tem mandado de prisão contra Netanyahu e Yoav Gallant. A Corte Internacional de Justiça (CIJ) reafirmou em 2024 a ilegalidade dos assentamentos na Cisjordânia ocupada (Convenção de Genebra IV, art. 49). O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) classifica os assentamentos como violação do direito da ocupação.

            O sionismo é uma mistura de supremacia racial com fanatismo religioso para servir ao imperialismo.

            ‘These are biblical lands promised to us’: Jewish settlers in West Bank hope Gaza conflict will help their cause https://www.theguardian.com/world/2023/nov/18/these-are-biblical-lands-promised-to-us-jewish-settlers-in-west-bank-hope-gaza-conflict-will-help-their-cause-

            • NorskSud@lemmy.pt
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              27 days ago

              Tens noção de quantas fronteiras foram alteradas só neste século? Da Arménia ao Sudão, com direito a massacre e genocídio e ninguém quer saber. A população cristã do Nagorno Karabakh foi eliminada em menos de 72h e ninguém quis saber. No Jews, no news.

              Os árabes nunca aceitaram a paz com Israel porque nunca aceitaram a derrota, constantemente reiniciando a guerra e voltando a perder. Mas ao contrário do resto do mundo, não aceitamos que judeus possam vencer uma guerra.

              Absolutamente nada na questão Israelo-arabe é excepcional, disputas de fronteira há em todo o lado. A paz consegue-se quando ambas as partes aceitam parar de lutar.